45 dias de Desafios Literários: Dia 3 – Livro Subvalorizado

Para este dia, creio que vá falar sobre uma escolha bastante óbvia. Os livros que me vêm à mente para esta categoria são os “famosos” inimigos da massa estudantil do ensino secundário. São livros que na sua generalidade são bastante criticados, por vezes, mesmo não tendo conhecimento de causa. 
No meu caso, a primeira obra que estudei nos tempos do secundário e que me lembro que “toda” a gente criticava era Os Maias. 

Ainda me lembro que comecei a ler o livro o mais cedo possível para que se não gostasse, despachar a tarefa mais depressa. E qual não é o meu espanto quando li o livro em pouco mais de 1 semana.
Adorei ler este livro! Ri e senti mil e uma coisas ao mesmo tempo durante a leitura desta obra. 
Foi com este livro que li que mais tarde, dei por mim a ler mais clássicos, tanto portugueses como aqueles conhecidos por todos os cantos do mundo.
Claro que nem toda a gente pode gostar do mesmo e não é mentira nenhuma que estas obras e a maneira como são estudadas, raramente fazem prever as boas experiências que podemos ter com elas. Mas não é a única razão e nem deve ser desculpa para se poder falar mal destas obras, muitas vezes, sem sequer ter experimentado.
Este é um livro que entretanto já reli e continuo a gostar muito. É um orgulho para mim ler uma obra tão completa que faz parte da nossa herança cultural.
Com este livro, aprendi a não julgar os livros sem nunca os ter lido. A história da família Maia ao longo de três gerações é uma saga que tem tudo: risos, choros, alegrias e tristezas. É isso que a torna tão especial. 
E tenho realmente pena que não se encontre outras maneiras de tornar a obra mais atractiva para os jovens e acabar com os preconceitos que rondam estas obras escolares.
Poderia escolher outros exemplos parecidos a este, mas este, para mim é o mais indicado.

2 thoughts on “45 dias de Desafios Literários: Dia 3 – Livro Subvalorizado

  1. Infelizmente, receio que os mesmos elementos que tornam a obra tão genial seja aqueles que o faz menos apelativos para os leitores menos ambiciosos… O que é pena, todos (especialmente os portugueses) têm muito a aprender com esta obra.

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