A Glória dos Traidores

O bafo cruel e impiedoso do Inverno já se sente. Quando Jon Snow consegue regressar à Muralha, perseguido pelos antigos companheiros do Povo Livre, não sabe o que irá encontrar nem como será recebido pelos seus irmãos da Patrulha da Noite. Só tem uma certeza: há coisas bem piores do que a hoste de selvagens a aproximarem-se pela floresta assombrada.

ISBN: 9789896370916 – Saída de Emergência (Colecção Bang!) / 2008 – 570 páginas

O Hobbit

Esta é a segunda metade do terceiro livro da série de George Martin. O quinto livro (correspondente à primeira metade) já tinha revelado que as surpresas estariam próximas e por isso foi com algumas expectativas que comecei a leitura deste livro. Comecei a leitura de forma algo lenta, visto que o autor tem já este hábito de ir construindo o enredo em forma de crescendo. No início parece estar tudo calmo e em questão de momentos, o caos apresenta-se, glorioso. Confesso que embora esteja a adorar esta série – George revelou-se ser um autor que move massas – acho que algumas partes do livro poderiam ser mais breves. Durante a leitura deste livro, algumas vezes senti que vários pormenores eram desnecessários e que vários elementos descritivos estavam lá apenas para encher o livro e não para fazer alguma diferença. Apesar de isso ser uma estratégia narrativa do autor, nunca antes tinha sentido isso se não neste livro, por isso creio que isso complicou a minha leitura, pelo menos até à primeira metade do livro – que é mais lenta e mais morosa.

No entanto, após ter chegado à segunda metade do livro, muitas coisas mudaram. De facto, até parecia que estava a ler um livro totalmente diferente. Tudo aquilo que foi mais lento, mais descritivo na primeira metade, foi acção e surpresa na segunda. De um momento para o outro, o autor começou a revelar facto surpreendente atrás de facto surpreendente, de forma que o leitor nem sabe para onde se virar. Decerto, até se sente algo perdido pois aquilo que parecia um livro tão calmo e tão sensaborão, revelou-se ser até agora, o livro mais explosivo da série para mim.

É verdadeiramente impossível nos mantermos impassíveis na leitura deste livro. Falo por mim, que nas últimas 200 e poucas páginas estive quase sempre de boca aberta. Alguns acontecimentos esperava, outros nem por isso. Normalmente não costumo gostar muito destas mudanças de ritmo abruptas na narrativa por serem exactamente isso, abruptas. Neste caso, é difícil dizer que não gostei. A verdade é que se o ritmo não tivesse mudado, provavelmente eu iria achar que este tinha sido um dos livros mais aborrecidos da série até agora. Mas foi devido a esta mudança de ritmo completamente alucinante que a leitura acabou por valer a pena. Não estava à espera desta sucessão de golpes e foram todos golpes que prometem ter consequências futuras interessantes.

Mais que isto, foi um final de livro que me deixou completamente ansiosa para explorar o futuro desta série. Este jogo político e social está cada vez mais empolgante e é impossível não conjecturar vários caminhos para as personagens que habitam este mundo. Sem surpresa alguma, George Martin consegue aqui mais um sucesso e deixa os leitores com água na boca.

Não sei quando lerei o(s) próximo(s) livro(s) mas estará certamente para breve.

Outlander - A Libélula Presa no Âmbar

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